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22/04/08

Quando gosto, felicito

Gostei das cores, volumetria, materiais, e da silhueta que se tornará num ícone. A mim apraz-me o edifício, daí que o ache belo. Felicito os arquitectos (as).
Palácio do Gelo - Viseu.

11/06/07

autoridade

Os Serviços Municipalizados de Viseu (sem site) estão na dependência da Câmara Municipal. Exploram e fornecem águas, esgotos e piscinas municipais.
Na vertente do licenciamento municipal, são ouvidos nos processos das pretensões de particulares. Simplificando: quem quiser fazer um casebre, uma piscina ou um galinheiro, desde que tenha rede de águas ou esgotos, estes Serviços têm que se pronunciar em parecer assinado pelo sr. Director.

É um episódio - entre muitos - no âmbito dessa consulta, que aqui reproduzo segundo me contaram: quando há uma cave, com terreno em seu torno, ambos a um nível inferior ao do arruamento, as águas pluviais (provenientes das coberturas) podem ser conduzidas para o tardós do terreno e recolhidas num pequeno poço absorvente, feito com paredes de pedra tosca assente à mão. Pelo menos era assim até há umas semanas. Agora, no Concelho de Viseu, os poços para esse efeito, passaram ao estatuto de inconvenientes (leia-se interditos), segundo o sr. Director.

Questionado porquê, um técnico seu subordinado, depois de algumas pausas e reticências no discurso, não soube justificar a súbita mudança na regra. Questionado novamente quanto a uma solução alternativa, respondeu que as águas podem ser lançadas livremente na superfície do terreno..., se este for grande!

Quem me contou este espantoso acontecimento deixou-me..., surpreendido! Surpreendido pela solução, mas sobretudo, e mais uma vez, pelo tom autoritário empregue no desempenho do cargo do máximo reponsável. A justificação para a nova "técnica construtiva" também ficou por dar, transparecendo o habitual autismo sempre que faz uso deste pequeno poder.

Viseu não merece isto. O cidadão também não.

27/05/07

EDITAL


Grandes festas em Viseu - Fragosela, junto ao nó da A25, nos dias 25, 26 e 27 de Maio, em honra a S. Carrefour, o santo milagreiro que baixa sempre os preços aos fieis locais. Os grandes festejos estendem-se aos crentes de Viseu, Nelas e naturalmente, Mangualde,...e arrabaldes.

Aos primeiros 500 romeiros oferecem-se balões, bandeiras e sinais de trânsito..., para veneração ao santo em família.

11/05/07

Viseu, Agosto de 1109, nasce D. Afonso Henriques

É altura para um pequeno bairrismo.
Digo isto porque já folheei o livro em título, mas ainda não o li.
Contudo, crendo nas opiniões de académicos conceituados como o prof. José Mattoso, ou o prof. Bernardo Vasconcellos e Sousa, parece-me que a tese do historiador Almeida Fernandes, é verosímel o suficiente para merecer uma leitura séria e atenta. O autor propõe nada mais que o seguinte: D. Afonso Henriques nasceu em Viseu e não em Guimarães.

À semelhança de outros livros que partem de interessantes teses, como é o caso do romance "O Codex 632" de Rodrigues dos Santos cujo tema tenta demonstrar um Cristóvão Colombo português de Cuba - Alentejo -, defendida por Mascarenhas Barreto e que tanto interesse tem despertado na populaça - eu, inclusivé -, porque não dedicar a atenção merecida à tese que reza sobre a gravidez que impediu D.ª Teresa de acompanhar D. Henrique a Toledo, com vista à sucessão do trono de Afonso VI, rei de Leão e Castela, para impedir D.ª Urraca de o conseguir. D. Teresa manteve-se no Condado de Portucale, território seu por dote nupcial, e D. Afonso, mais tarde o primeiro de Portugal, veio ao mundo no Paço de Viseu, envolto pelos ares do Dão e do Vouga...

Dado o mote, e conhecido o resto da história, tantas vezes repisada na escola, resta referir que Almeida Fernandes publicou o resultado do seu trabalho em 1990, na revista Beira-Alta. Depois foi editado em livro em 1993, por iniciativa do Governo Civil de Viseu. Entretanto esgotou.

Em Março de 2007 a pedido de muitos beirões e não só, é reeditado novamente, pela mão da Fundação Mariana Seixas, edições Sacre, com a ajuda da Câmara Municipal de Viseu.

Ainda há dúvidas? Então é caso para uma breve consulta na Wikipédia.

08/02/07

Fait Attention - Funicular à vista na Calçada de Viriato

Hoje no Diário da República, 2.ª série:

II.1.1) Designação dada ao contrato pela entidade adjudicante:
Concurso limitado por prévia qualificação para «Fornecimento de um funicular/
meio mecânico a instalar na Calçada de Viriato no âmbito da Intervenção do
Programa Polis em Viseu».


O fornecimento inclui os seguintes equipamentos e trabalhos:
Fornecimento e montagem de funicular/meio mecânico de acordo com as especificações
técnicas do caderno de encargos;
Trabalhos de construção civil conforme definidos no caderno de encargos —
condições técnicas — obra civil e que, no geral, referem a:
Construção das estações de recolha/partida/chegada do funicular/meio mecânico;
Requalificação de arruamentos no Centro Histórico da Cidade de Viseu;
Trabalhos complementares de construção civil e outros necessários à instalação
do funicular/meio mecânico.


O valor base do concurso é de 4 400 000 euros.

01/02/07

Desempenho de 50 cidades para viver em 2007 - caso de Viseu



Para se ter uma pequena ideia da qualidade das nossas cidades ao nível social, económico, urbanístico e até cultural, quando relacionadas entre si, veio o EXPRESSO publicar um estudo em formato de "ranking". A ideia, que analisou 20 critérios, é sempre de louvar, mas, vale o que vale.
«Classificação Expresso das melhores cidades portuguesas para viver em 2007». [em PDF]
VISEU, entre as 50, quedou-se no 18.º lugar. Numa escala de 0 a 100, teve a classificação de 45 na qualidade urbanística. 30 na relação com a paisagem. 55 na fluidez de tráfego. 55 nos espaços verdes.

21/09/06

O Google Earth

O Google Earth surpreende cada vez mais.
Para além de possuir cartografia actualizada – relativamente à disponível em muitas entidades públicas portuguesas – apresenta agora novas ferramentas que nos permitem ver a modelação do terreno, avaliar o seu relevo, simular o volume dos edifícios e analisar a evolução do tempo na informação geográfica.
De momento, está-me a facilitar imenso o planeamento dos percursos pedonais a realizar numa capital europeia que brevemente visitarei; fisicamente, claro, porque na foto ao lado – Viseu – encontro-me acabadinho de chegar do Cairo, com uma passagem pela zona do rio Sena/Trocadéro em Paris.
Isto tudo pode parecer muito chique, muito sofisticado e muito fácil, mas o certo é que está ao alcance de qualquer pessoa que tenha net, seja ela um simples navegador ou um profissional de S.I.G.
Obrigado, Graça, pelo link.

PS - só espero que a torneira do Google se mantenha aberta ao comum mortal durante mais alguns meses(/anos) ...

NOVO PALÁCIO DO GELO. Extra, Extra ! - Actualizado

Pela posição atribuída no ranking ibérico, só pode tratar-se de um investimento colossal. Uma das maravilhas portuguesas do mundo moderno..., talvez apenas no domínio arquitectónico/urbanístico, porque no domínio económico e de mercado deixa-me com algumas reservas.
Senão vejamos, o colosso do investimento - disso não há dúvidas - tem que ser proporcional ao aglomerado urbano, que no caso de Viseu, não é colossal. E, por mais que apresentem áreas de influência com as quais este novo empreendimento comercial/empresarial possa contar, e desenvolver, não passam de projecções que, a meu ver, estão a ignorar a dinâmica de outras áreas de influência já consolidadas, como é o caso de Coimbra, Aveiro e Covilhã.
As áreas (crónicas) ainda a explorar, são as vilas e cidades sedes de Concelho em torno da capital do Distrito, sempre à sua mercê, e o nicho que se estende na direcção de Castro Daire/Lamego e Celorico/Guarda, sendo este último um caso surpreendente de inércia empresarial ao nível das grandes superfícies.
No caso do eixo da Serra da Estrela, a atracção também suscita algumas dúvidas, sobretudo devido à proximidade do Serra Shopping/Covilhã à "Torre" e às unidades hoteleiras que enchem somente no Natal, pois nem a hipotética ligação da Pista de Gelo do Palácio ao turismo e desportos de Inverno da Serra, será factor determinante - não nos esqueçamos que quem vem do sul para a "neve", na volta, desce novamente à Covilhã para ir à "borla" na A23 de regresso.
No caso de Coimbra e Aveiro, não é realista apostar na atracção de potenciais clientes provenientes desses eixos; como referi, estão consolidados, e Coimbra actualmente viu a sua oferta aumentar de forma abrupta.
Com certeza que o estudo de mercado, o projecto de investimento, etc..., previram todas essas variáveis, e só subsiste o desejo do sucesso, afinal é disso que precisam os nossos empresários locais, que se irá reflectir no desenvolvimento económico e urbano de Viseu.

09/09/06

Porque é que há cidades surpreendentes?

Viseu - 1 e 2 - Rossio/Praça da república; 3 - Rua Formosa/Antigo mercado; 4 - Rossio; 5 - R. Alexandre Lobo

Uma nota: e se pensarmos que este tecido urbano aqui reproduzido foi, na maioria, edificado sem quaisquer planos, sejam eles director municipal, de urbanização ou de pormenor?!

27/08/06

Contos não-inéditos na Sé de Viseu

Ontem, na Sé de Viseu, tive a honra de participar como um dos patronos, na cerimónia religiosa de um casamento.
O interior manuelino da catedral continua irrepreensível, pensava eu alegremente enquanto a noiva não chegava. Mas quem acabou por chegar foi o inenarrável e excelentíssimo Cónego, que se fez ouvir, à entrada do altar-mor, pelos seus brados em defesa da boa pontualidade e dos compromissos que tinha.

O sr. Cónego ignorou, por instantes, que estava na casa do Senhor, e fez dela sua casa ao lembrar que tinha legitimidade para anular, sempre que entendesse, a cerimónia e transferi-la para a igreja da Misericórdia.
Não ocorreu ao sr. Cónego, a solenidade e dignidade da ocasião bem como os mandamentos do Senhor?

A missa e o sermão do sr. Padre vieram a seguir. Foram interessantes. Falou-se em caridade, amor, entrega e sofrimento. E eu lembrei-me da fervorosa obra de Nietzsche que apontava, e aponta, o dedo à piedade e ao que ela conduz.
Mas logo a quis esquecer quando na sala de trás fui cumprir, de caneta na mão e a carteira na outra, as minhas obrigações de patrono.

Obrigado sr. Padre, pela tolerância e pela virtude de não ter sido contaminado pelas exaltadas palavras do sr. Cónego. [postal palmado daqui]

03/08/06

Serviço Nacional

Ontem, quarta-feira, vi num canal televisivo novamente noticiado de forma excessiva - como se fôssemos ficar mais sensíveis aos nossos deveres como cidadãos - o estado de alerta amarelo para a maioria dos distritos.
A peça demorou um bom tempo a passar, e nela os arautos tanto da protecção civil como do governo, em tom grave, anunciaram o inferno vermelho em que se poderão tornar algumas das nossas matas nos próximos dias.

Para quê? Tanto mais numa linguagem técnica que a uns até aborrece, mas que a outros espevita e desperta… (só espero que sejam poucos ou nenhuns).
Para o público em geral, penso eu, não interessa a previsão técnica sobre do risco de incêndio por concelho, ou até o estado de alerta dos serviços de prevenção, venham estas informações da boca dos sisudos senhores da protecção civil ou do gracioso ministro da administração interna. Esta informação interessa que seja difundida pelas Câmaras, pelos seus Gabinetes florestais, Corpos de bombeiros e Equipas de prevenção e combate; esses sim, os únicos a quem importam esses conteúdos, seguidos naturalmente de instruções.

As cores, os gráficos, as percentagens, não nos servem de nada, a nós. Relevante só mesmo aquilo que a meteorologia nos noticia diariamente, onde já se inclui a humidade, também ela importante.

Por exemplo, para amanhã na folha informativa do SNBPC para o concelho de Viseu, anuncia-se o seguinte:

- do mapa de classes de riscos de incêndio, Viseu está no grau 5 (máximo)… (eh pá!)
- da observação do dia e previsão, prevê-se subida da temperatura em especial a máxima, as temperaturas mínimas deverão subir acima dos 20º. A humidade estará entre os 25 e 50%. O vento será fraco a moderado (10 a 25 Km/h), soprando do quadrante leste.
- O estado de alerta é amarelo... (eh lá!)

Se hoje à noite nos jornais das 8 forem dadas estas informações por várias vozes, quais são de facto as que interessam? Naturalmente as meteorológicas, que se incluem no mesmo jornal quando este encerra...; por isso para quê tanto alarido e publicidade, até parece que querem dar nas vistas e acordar alguém.

03/07/06

Cândido


Bem, o que é demais fede! Ele é intifada, ele é troglodita, ele é o Portugal a dois tempos, ele é a nova geração de autarcas…

Já não está na hora de colocar uma pedra sobre o assunto?!
;)

22/06/06

COMPRAR UM LIVRO AO AR LIVRE, EM VISEU

A edição é a vigésima, e se bem me lembro, esta é a segunda vez que a feira é realizada no mercado 2 de Maio, espaço amplo concebido no âmbito da beneficiação da antiga praça de Viseu, com a garantia arquitectónica de Sisa Vieira.

Qualquer opinião que emita não conseguirei afastá-la da ideia que trago das visitas que fiz este ano às correspondentes do Porto e Lisboa. Vou por isso tentar abstrair-me desses dois eventos, que "per si" já não foram muito do meu agrado.
A de Viseu resume-se a seis participantes. Exactamente, meia dúzia. Das livrarias surgem as incontornáveis Bertrand, Brincolivro, Livraria da Praça e Pretexto. Dos editores a Psico & Soma e a Divisão Editorial do Instituto Piaget.
Nos pavilhões, um pouco maiores que os Lisboa, para facilitar a aproximação aos livros expostos foi implementada a única forma de os fazer chegar às mãos do público, facultando pela lateral a livre entrada para os corredores entre o balcão e os escaparates do fundo.
Apesar do empenho e do brio das casas presentes, novidades editoriais, à primeira vista, não apareceram como era de esperar, nem ao nível regional. A não ser algum título de alguma editora me tivesse escapado no curto passeio deambulante que por lá fiz à tardinha, pela fresca.
Contrastando com alguma exiguidade do espaço para circulação entre pavilhões, sobram à saída as questões acerca da urgente dinâmica a aplicar numa feira instalada nestas condições, e sobretudo depois de satisfeitos os apetites literários pelas principais feiras do país, como é o meu caso e o de outros visienses também, que procuram estes amigos silenciosos.
As respostas não são fáceis de dar, mas devem partir do velho lema da promoção do livro e do incentivo do gosto pela leitura, com actividades que envolvam os mais pequerruchos e os pais em oficinas do livro, ou até sessões de leitura num dos espaços desocupados dos edifícios da praça, não esquecendo encontros entres escritores e conversas entre outros agentes do meio literário local, a fazer nesses mesmos edifícios ou ao ar livre, quicá!
Ah, e recordem-se, especialmente as senhoras, de deixar os saltos finos em casa! As juntas da calçada não deixam…