08/02/07

Fait Attention - Funicular à vista na Calçada de Viriato

Hoje no Diário da República, 2.ª série:

II.1.1) Designação dada ao contrato pela entidade adjudicante:
Concurso limitado por prévia qualificação para «Fornecimento de um funicular/
meio mecânico a instalar na Calçada de Viriato no âmbito da Intervenção do
Programa Polis em Viseu».


O fornecimento inclui os seguintes equipamentos e trabalhos:
Fornecimento e montagem de funicular/meio mecânico de acordo com as especificações
técnicas do caderno de encargos;
Trabalhos de construção civil conforme definidos no caderno de encargos —
condições técnicas — obra civil e que, no geral, referem a:
Construção das estações de recolha/partida/chegada do funicular/meio mecânico;
Requalificação de arruamentos no Centro Histórico da Cidade de Viseu;
Trabalhos complementares de construção civil e outros necessários à instalação
do funicular/meio mecânico.


O valor base do concurso é de 4 400 000 euros.

5 comentários:

Anónimo disse...

O custo (estimado) do funicular de Viseu sendo 70% financiado pela União Europeia e os restantes 30% repartidos entre o Estado e a Câmara Municipal (576.000 creio eu!). Qual o custo de oportunidade desses 576.000 euros? Aqui ficam algumas sugestões:
1. compra de 7 novos autocarros (custo unitário: 75 mil euros): que, em comparação com o funicular, têm uma opção de percursos mais abrangente e menores custos de manutenção;
2. aquisição de mais 3 autocarros eléctricos (custo unitário: 150 mil euros) a juntar aos já encomendados;
3. compra de 38.400 novos livros para as bibliotecas do concelho (custo unitário: 15 euros);
4. compra de 576 novos computadores para as escolas secundárias do concelho (custo unitário: 1.000 euros);
5. entrada livre, no Museu Grão-Vasco, de 384 mil visitantes (taxa de ingresso: 1,5 euros) que, considerando o recorde de visitantes (no ano 2000: 30 mil), representa as receitas de bilheteira da próxima década;
6. oferta de 16.457 livros técnicos aos gestores das empresas do concelho (custo unitário: 35 euros);
7. financiamento de 11.520 horas de cursos de formação aos trabalhadores das empresas do concelho (custo por hora de formação: 50 euros);
8. modernização dos serviços camarários - objectivo: maior qualidade - (investimento distribuído por servidores, computadores, software e formação dos funcionários camarários);
9. redução dos impostos municipais (é pouco, mas seria um bom começo).
Aceitam-se outras sugestões... mas não me funiculem!

V.F. disse...

São sugestões interessantes, sem dúvida. Teriam, a meu ver, que ser bem repartidas por essas acções todas aí propostas.
Espero que tenha seguido os canais adequados para chegar ao conhecimento da administração do ViseuPólis (e claro, da CMV).

Victor Figueiredo.

AJ@ disse...

Talvez nem para o Forum tenha grande utilidade e daí quem sabe?

Edgar disse...

Por mim,o presidente da Camara de Viseu, já teria sido "funiculado" da Camara para fora, visto os "tachos" que tem com algumas empresas, que durante anos restringiu Viseu ao seu desenvolvimento. È obvio que o "funicular" é inútil á cidade de Viseu, como algumas obras que estão sendo realizadas, mas no meu ver, esse dinheiro podia ser empregue na linha de comboio que tanta falta em Viseu faz, pois somos a única capital de distrito do país sem linha ferroviaria. Talvez assim Viseu pudesse ter a oportunidade de vir a ter empresas fabris, e não apenas lojas, e lojitas, que ora abre uma aqui, ora fecha outra ali.

V.F. disse...

Quanto ao comboio: será assim tão necessário para o desenvolvimento e para a fixação das ditas unidades fabris no Concelho? Com Nelas a menos de 20km e a linha da beira? E Quais é que são, já há pedidos? E que unidades é que são, já há pedidos na Câmara?