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08/03/08

«Evidentemente que uma ditadura séria, sóbria, trabalhadora, não pode passar a via a narcizar-se, a organizar manifestações, desfiles, cerimónias de apoteose. O homem que se isola, heroicamente, no seu gabinete, diante da sua Pátria, para lhe refazer o tesouro, para o cortar de estradas, para o munir de portos, para povoar os mares, para acudir ao desemprego, para renovar a máquina do estado, para limpar e arejar as engrenagens e roldanas, bem merece a gratidão, o respeito, a admiração ferverosa, a devoção dos seus compatriotas (...)
Mas há que não abandonar a fogueira das ideias em marcha... Há que abrir as janelas, de quando em quando, conhecer os homens, saber onde estão os que servem e os que não servem, vir até ao povo, saber o que ele quer, ensinar-lhe o que quer...». António Ferro.

27/03/07

o ano do dr. Salazar


O melhor e o pior português de sempre! É obra para quem já foi de charola há quase 30 anos ainda ter tantos fãs, e jovens alguns.
Mas, adicione-se agora um título ao outro e divida-se por 2. O resultado? Salazar igual a si mesmo e aos 70.000 portugueses que nele votaram e que espero, espero mesmo, que no dia 25 de Abril, de manhã, dêem um jeitito às couves da horta e à tarde façam uma visitinha ao Vimieiro...
Pensem lá bem: começando por esta "treta" dos blogues, já se imaginaram sem eles, com a censura a cair em cima, livros e filmes proibidos, isqueiros e afins, parvos orgulhosos com o "canudo" do 5.º ano na mão...
...prontooo! A votação foi um protesto encapotado. Vamos ver lá mais para a frente, o que é que se ganhou com isto.