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19/12/07

Vladimir Putin

Eis Vladimir Putin como personalidade do ano 2007 escolhido pela revista Time. Por ter recolocado a Rússia num lugar cimeiro do tabuleiro de xadrez mundial, Putin vê assim a sua foto na capa da revista mais conhecida do mundo.

O que constituiu critério de eleição à dita personalidade, aliás como todos os anos, foram os fins alcançados pela mesma e o impacto produzido, e não os meios utilizados, sendo nesse aspecto, muito mais meritório Al Gore que também foi um dos concorrentes à capa do ano 2007, entretanto relegado para segundo ou terceiro.
Assim é a vida na Time, sem margem para surpresas, afinal de contas em 1938 o homem do ano eleito pela Time foi Adolf Hitler. E para os anos de 1939 e 1942 foi escolhido um dos antecessores de Putin para a União Soviética - Joseph Staline.

27/09/07

Critérios editoriais




Ou seja, o critério é o seguinte: de quem é que os portugueses têm mais inveja de momento? De um ex-primeiro-ministro ou de um ex-treinador do Chelsea? Daquele que diz aos portugueses "esperem por mim" ou o que diz "para Portugal não, por agora"?

Não sei como é que o acontecimento de um treinador multimilionário descarregando as suas malas na Portela, tem mais importância que o comentário de um ex-primeiro-ministro sobre este período de crise generalizada! E de todas a mais preocupante é a crise que assola a mentalidade dos nacionais, editores de programação incluídos.
Dar asas ao imaginário é mais fácil e reconfortante. Imaginarmo-nos na pele de um rico e famoso que veio ao país natal passar dois meses de férias, é muito mais simples para o português médio, do que pensar nos problemas do país e na saída para eles. É assim que alguns pensam (ou a maioria, já nem sei...) sobre o que querem e o que precisam os portugueses.

25/05/07

falar sem medo (falar prá frente)

Grande eng.º Mário Lino! Reconstituem-se aqui, os minutos que antecederam a subida ao palanque.
"...estes porreiraços dos economistas, que até oferecem fartos almoços, merecem que lhes diga do palanque o que me vai no pensamento de forma nua e crua, sem qualquer artficialismo, até porque esta batalha pela OTA já são favas contadas. Estes argumentos que engendrei, entre a sobremesa e o café, vão arrasar tudo e todos. Ora cá vai disto:..."
Nestes 3 pontinhos finais, também designados por reticências, Mário Lino arvorou-se em António Barreto e fez um breve retrato da sociedade contemporânea da margem sul do Tejo, tal e qual como ela é nos nossos dias, e que nos ajuda a compreeender melhor o actual desértico panorama.
O sociólogo que se cuide, com este episódio descobriu-se um concorrente à altura. Os olheiros da RTP já o trazem debaixo de olho...

11/05/07

"Auto-estrada" Paulista

Hoje (ontem) à borlix na Sábado. A zéro euros, uma compilação de crónicas de João Pereira Coutinho para a Folha de S. Paulo. Isto é quase como trazer um Turner debaixo do braço sem pagar nada, como dizia ele numa prosa. Ok, exagero. Mas, é este e mais 6 livrinhos inéditos todos ao mesmo preço. Franciso J. Viegas, Mário Cláudio, J.L. Peixoto, Rosa L. Faria, Rui Zink, M. Filomena Mónica e Manuel J. Marmelo.

12/03/07

calinadas da comunicação social

De manhã na Antena 1: "...visita de Cavaco a Oliveira de Frades - Aveiro. "
Depois no
Diário Digital: "...em Oliveira de Frades (Aveiro), o Presidente vai..."

caros senhores: olhem para o
mapa antes de difundirem estas asneiras...

16/02/07

Kunami...!?

De facto, o Gato Fedorento, os humoristas, ou ainda os engraçadinhos - como alguma gente lhes chama - estão numa espiral ascendente.
A peça de fruta imaginária que criaram para um dos sketches, até já teve direito a uma entrada na Wikipedia. Ora provem, ou melhor: ora vejam!
Eu, continuo a preferir a tangerina, madura, sã, e nesta época propícia a gripes, nem se fala.

20/10/06

Platão ou Prozac, a escolha é sua

Deparo-me com este título na Sábado de 19/10: "Platão pode ser mais eficaz que Prozac".

"Lou Marinoff, filósofo, acha que uma consulta de filosofia é melhor do que um antidepressivo - ajuda a ultrapassar um divórcio ou a recuperar alguém que se sente infeliz. O professor, com milhões de livros vendidos, vai estar em Portugal este sábado."
Segundo este filósofo, qualquer indivíduo tem uma filosofia de vida, só que esta está adormecida. Por outras palavras: em cada um de nós existe um filósofo cuja actividade muitas das vezes se encontra reduzida, ou mesmo nula. A função deste senhor é despertar esse filósofo através da literatura filosófica, com iguais resultados de psicólogos e psiquiatras. Claro que numa depressão mais grave o médico é a decisão acertada.
O exemplo dado para uma ajuda é lendo Schopenhauer. Pois! Para os portugueses deve funcionar mesmo...! Esse pessimismo, essas ideias de Schopenhauer sobre sentimentos que se encontram bem mais abaixo do que o do português médio..., para depois reconhecermos que não somos assim tão pessimistas...! Não são os portugueses que procuram um "salvador", aquela entidade providencial de contornos paternais que lhes deite a mão para sair do sufoco? A bonomia de um Guterres? A placidez de um Sampaio? Não em parece que Lou Marinoff colha por cá grandes adeptos!
Uma coisa o homem quer elucidar: há filósofos por essa história adentro cujas teorias ajudam a combater todos os males!
Qual será o pensador que ele recomenda para superar este deprimente estado da nação? - para tal maleita nem um Nietzsche... :)

18/09/06

Grandes Filmes para Grandes Leitores (!)

Valeu a pena rever estes dois bons filmes: Lost in Translation (1) e Traffic (2):
1 - As surpreendentes coisas simples que despontam em lugares estranhos com pessoas estranhas, com uma naturalidade também surpreendente, gerando sentimentos cuja tradução ou explicação em palavras é difícil, ou não existe. Sentem-se, suscitam emoções, e é isso.
2 - Até onde podem ir as pessoas quando directa ou indirectamente se vêm nas teias do (sub)mundo da droga, que a todos acaba por tocar, tornando-se colaterais. Um tema actual, polémico, na ordem do dia de todos os países, mas aqui o foco principal acaba por ultrapassar as políticas governamentais, dirigindo-se para os dramas familiares e pessoais, que perpassam o ´status´ social; constrangimentos e violência são ignorados quando o resgate da essência humana e do valor "família" se torna o único objectivo.

17/09/06

Sir Norman Foster

Na última edição da Sábado, já nas últimas páginas, apareceu-me pela fronte o seguinte título:
Como dar vida ao mar MortoA salvação do mar Morto está nas mãos do arquitecto britânico Norman Foster. O projecto pode ajudar à paz no Médio Oriente.
Depois de ler a peça, que me suscitou algumas exclamações, constato que, para além de do artigo onde o profissional de jornalismo entra em campos estranhos à sua actividade, faz a sublimação do arquitecto como se fosse um salvador superveniente na resolução do conflito.
E isso é sustentado apenas nas seguintes observações:
- Sir Foster vai, ao que parece, estudar a construção de vários canais e oleodutos que transportarão a água do mar Vermelho ao mar Morto cujo nível baixou cerca de 20m nos últimos anos devido ao regadio permanente de culturas agrícolas de Israel, Jordânia e Palestina. Foster, num exercício fora da actividade da arquitectura, dá o seu nome à concepção de um sistema de adução e compensação eminentemente técnico e por seu turno muito complexo.
- Sir Foster, irá dar resposta a uma série de problemas nos domínios da engenharia, do ambiente, da economia, da biologia e da química, no mínimo – se me escapou algum sector ajudem-me que eu agradeço!
- Sir Foster, denota aparentemente ter competências para a resolução deste projecto, tal como outros que está a resolver, a título de exemplo o projecto imobiliário da Boavista, em Lisboa, sinal inequívoco do seu curriculum para compreendermos melhor a sua escolha para este estudo do mar Morto;
- Sir Foster irá apresentar uma proposta, que segundo o jornalista, para garantir os níveis hidrográficos normais do mar Morto, a água será “bombeada”, a partir do mar Vermelho, colina acima e depois “libertada” colina abaixo (!) - reparem na simplicidade do vocabulário.
- A Sir Foster não ocorrerá que os empreendimentos turísticos da região (!), procurados pelas águas ricas em minerais e famosas pelas suas propriedades terapêuticas, nunca serão compensados pelas águas do mar Vermelho, mesmo com a “fábrica dessalinizadora” a montante do mar Morto, ou seja, parece-me que tal projecto nunca irá repor os índices de confiança no turismo, e sobretudo, nunca irá repor a estrutura biológica e o ecossistema do mar Morto.
- A Sir Foster não ocorrerá, também, que esses canais percorrem a mesma distância entre o mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo, sendo inequivocamente preferível irrigar a partir do Mediterrâneo os ditos campos agrícolas, do que ir buscar uma compensação de água salgada par o mar Morto? Não colocando em causa o equilíbrio ecológico e o nível de agua do mar Morto?!

Ou a Sir Foster interessará mais o facto de o vice-primeiro ministro de Israel, Shimon Peres - elevando o arquitecto aos píncaros - ter dito que acredita que o projecto pode ser um empurrão para o processo de paz no médio oriente, mesmo empurrando o mar Morto para a sua morte anunciada?
Para quem tenha dúvidas, leiam o artigo na Sábado – pág. 96- e confiram, em meia página escrita, sobre o magnífico empurrão para o processo de paz.

09/09/06

Balsemão vs Marcelo vs Belmiro

Três jornais, três tipos diferentes de jornais. Três objectivos. O Expresso, O Sol e O Público. O primeiro é um dinossauro com cerca de 30 anos, o segundo quer um lugar ao sol e pretende destronar o primeiro, e o terceiro dá cartas todos os dias, por outro lado os outros são semanários.
Falando em crónicas, vale a pena ler a crónica de hoje do Vasco Pulido Valente, no Público: Quem é que é mais idiota? Bush, o homem mais "poderoso" do mundo, ou quem (ainda) se questiona se Bush é idiota?
Há pouco estive a falar com o proprietário de um quiosque, este afirmou-me que hoje tinha vendido 1000 exemplares do Expresso, se os tivesse disponíveis! E eu perguntei - Mas, porquê? É o raio de um dvd que é de borla... -respondeu. - Ah, e o tamanho também está melhor!

08/09/06

Um Expresso curto sefaxavor

Amanhã os fiéis e duradoiros leitores do Expresso vão começar a usufruir das vantagens do curto formato do novo jornal: uma saca plástica mais pequena que agora já não cai abaixo do banco do carro, e uma inauguração com a Scarlett Johanssen à porta em boas-vindas com o "Lost in Translation", integrado numa série de 8 dvd´s à borla. [check the list ao lado]
Quanto ao preço - 0,20€ mais barato - sempre ajuda à bica.
No estilo que caracteriza o Expresso, tratando-se de um semanário que reúne a “nata” da informação semanal, há sinais que indicam que a leitura de “empreitada” vai diminuir substancialmente em benefício da imagem, o que coloca em dúvida se esta será uma boa estratégia para reter a velha clientela do costume e atrair jovens leitores, numa altura em que vai sair o novo semanário “Sol” que tem como principal objectivo ultrapassá-lo em vendas.


Post scriptum: desculpem intitular o filme como "Lost in Translation", mas a tradução do significado do título para português perdeu-se toda, ou quase, durante o processo de tradução - "O Amor é um Lugar Estranho". Bah! que o diga o Cazento.