09/11/06

Vasco Pulido Valente

Ouvi ontem Vasco Pulido Valente no Pessoal e Transmissível - Carlos Vaz Marques, TSF. Não que o homem me tenha iludido alguma vez, mas da expressão oral esperava um pouco mais. Discurso pouco fluído, palavras arrastadas, vícios repetidos num tom com pouco brilho, quase monocórdico. O homem tem 65 anos, é verdade, mas…Mas o pior foi a contradição muito mal disfarçada, quando Vaz Marques o inquiriu acerca das inimizades, contrariando a anterior afirmação de que a idade lhe trouxe mais paciência, quando logo a seguir, revelou que o irritavam e inquietavam algumas “situações” no panorama literário.
Para mim, é um português desencantado em que o "nada está bem no país" é o pensamento do dia, embora não o tenha confessado. Acabou sim, por confessar, que o “herói português” – Paiva Couceiro -, não era um personagem que ele gostasse em particular – era um fanático, e eu não gosto de fanatismos, afirmou.
VPV, por mim, continue somente a biografar e a cronicar no Público, com a mestria do costume, que em mim continuará a ter um assíduo leitor.

2 comentários:

Francisco del Mundo disse...

Não podia estar mais de acordo...
Abraço

V.F. disse...

«Penso como um génio, escrevo como um autor distinto e falo como uma criança.»

Vladimir Nabokov, no prefácio a "Opiniões Fortes", Assirio & Alvim
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