Se isto é rigor nas SCUT´s, vou ali e já venho…
No site do Ministério das Obras Públicas foram colocados os critérios que ditam a manutenção (ou não) das SCUT, nomeadamente na via do Infante. A justificação dada, pseudo-técnica - pois não consigo fazer outra leitura -, refere que a viagem por auto-estrada, Lagos-Espanha, demora 1h10, enquanto que pela nacional 125 demora 2h17. São, em minutos, 70 para a auto-estrada e 137 para a nacional 125.
Dos critérios a cumprir para a permanência da condição de SCUT (sem custos para o utilizador), para além de um PIB regional inferior a 90% do PIB nacional, o tempo gasto na estrada alternativa – a nacional 125 – teria de ser superior em 140% do tempo gasto da auto-estrada. Ora, 140% de 70 são 168 minutos, que é um limite muito acima dos 137 minutos que leva a fazer Lagos-Espanha via nacional 125.
Conclusão: por estes critérios, a nacional 125 é alternativa à via do Infante devendo por isso ser paga, o que me leva a crer que aos olhos do Ministério das Obras Públicas, e a Sócrates que foge a uma promessa eleitoral, somos, claro está, uns “parvinhos” que para aqui andamos; e os autarcas do Algarve mantêm-se caladinhos - como interessa, aliás!
Posto isto, ontem o governo deu sinais de recuo na decisão (devido ao protesto de alguns autarcas nortenhos), argumentando que vai encomendar novo estudo baseado com contagens de tráfego "in loco". Pelos vistos os primeiros estudos foram feitos de "avião", ou melhor, em "secretária de gabinete" para manter o lustroso sapatinho de luva longe da lama e do pó.
Dos critérios a cumprir para a permanência da condição de SCUT (sem custos para o utilizador), para além de um PIB regional inferior a 90% do PIB nacional, o tempo gasto na estrada alternativa – a nacional 125 – teria de ser superior em 140% do tempo gasto da auto-estrada. Ora, 140% de 70 são 168 minutos, que é um limite muito acima dos 137 minutos que leva a fazer Lagos-Espanha via nacional 125.
Conclusão: por estes critérios, a nacional 125 é alternativa à via do Infante devendo por isso ser paga, o que me leva a crer que aos olhos do Ministério das Obras Públicas, e a Sócrates que foge a uma promessa eleitoral, somos, claro está, uns “parvinhos” que para aqui andamos; e os autarcas do Algarve mantêm-se caladinhos - como interessa, aliás!
Posto isto, ontem o governo deu sinais de recuo na decisão (devido ao protesto de alguns autarcas nortenhos), argumentando que vai encomendar novo estudo baseado com contagens de tráfego "in loco". Pelos vistos os primeiros estudos foram feitos de "avião", ou melhor, em "secretária de gabinete" para manter o lustroso sapatinho de luva longe da lama e do pó.
Bem, isto é mais uma patranhazita, às quais o vulgo já está habituado, seja o governo do PS ou do PSD. Adiante. Remeto o resto do post para a célebre caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro -" …, o que muda são as moscas".
