30/08/06

Confissões de um Franciscano

Francisco de Assis, nasceu na cidade italiana de Assis em 1182.
Os seus pais chamavam-se Pietro Bernardone e Pica Bernardone. Ele, alto comerciante de tecidos; ela, alma sensível e mansa, dedicava-se aos labores domésticos. Ele era a personificação do vendaval, enquanto a esposa lembrava a brisa.
Nessa época a Itália tinha grande destaque, sobretudo pelo facto de centralizar, como ainda hoje ocorre, o movimento católico apostólico romano.
O papa era tido e venerado como rei dos reis, representante e porta-voz infalível de Deus, mesmo que o seu comportamento fosse o mais deplorável possível.
O mundo sempre se deixou fascinar pela deusa das aparências.
Na época havia um natural e abafado conflito entre a alma do povo e o Clero, decorrente dum flagrante equívoco representativo e de constantes e vergonhosos atritos de natureza político-religiosa.
Curiosamente, entre as próprias muralhas da Igreja Romana reencarnou e viveu aquele que mais tarde seria considerado o mais autêntico seguidor do divino Mestre:


Se queres ser perfeito,
vai, vende os teus bens
e dá aos pobres,
e terás um tesouro nos céus.
Depois, vem e segue-me.

O
Padre Vítor Melícias, ordenado padre franciscano em 1962, vive em comunhão com o carenciado povo português, e desloca-se nas suas espinhosas viagens entre as comunidades cristãs, no seu redentor bmw 525d, em sofrido e fraterno exemplo. Saiba mais, nesta louvável exposição.

2 comentários:

Francisco del Mundo disse...

Assis é o meu padroeiro... Porque sou Francisco e porque me apaixonei pela cidade de Assissi.. Quanto ao Melicias, nem comento...:)
Abraço

V.F. disse...

:)
António Guterres, no Citador, escreveu o seguinte sobre Vítor Melícias:

"Dizia-se de Átila, o Huno, que por onde o seu cavalo passava nunca mais crescia a erva. Em contraste, pode dizer-se que por onde passa o padre Vítor Melícias tudo floresce, a começar pela alegria e pela amizade."

Esta é uma citação de um seu amigo socialista...