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25/09/07

Quem já não atura elogios ao Râguebi levante a mão *

Sou da mesma opinião, o que é demais cheira mal. Cheira mal e é estranha esta súbita paixão que atacou parte da blogosfera.
Não ignoro que a selecção seja amadora e que nunca tenhamos ido a um campeonato do mundo, agora possível graças ao sacrifício e ao admirável espírito de equipa. Mas por não dever ignorar esse feito, não significa que deva prestar um serviço continuado de adoração como muitos bloggers e jornalistas, muitos deles leigos na modalidade, fazem em torno dos nossos Lobos, quando estes levam cabazadas atrás de cabazadas como se fossem mártires ou azarados.
Não são nem uma coisa nem outra, e a modalidade para crescer cá no cantinho não necessita dessa ajuda descabida. Como tal não os carreguem ao colo, até porque são bem pesados e além disso srs. doutores e srs. engenheiros aguentam bem as amarguras de derrotas por 108-13, como sucedeu contra a Nova Zelândia.
Mas pronto, já sei que a febre vai passar mal sejam retirados os prolongamentos dos postes, voltando tudo ao normal, até as balizas voltam a ser rectângulos deitados. Quando o campeonato acabar, só vai dar crónicas sobre o "cantinho do hooligan"; Porto para aqui, Benfica para acolá, etc e tal. O Uva, o Morais e a companhia, vão cair num esquecimento injusto e cruel. Então para quê este delírio colectivo?

* título retirado do DN de hoje.
Adenda: no último jogo com a Roménia mais um objectivo falhado. Os romenos estavam ao nosso alcance, estávamos galvanizados e perdemos por 14-10. O campeonato, a meu ver, não foi brilhante. Boys come back home, you´re welcome.

16/03/07

Pedro Pauleta

Não sou fã do PSG. E talvez por isso, nunca vi o Pedro Pauleta fazer grandes jogos. Nem no Euro 2004, nem no Mundial 2006. Fases de qualificação, inclusivé.
Quem me dera ter visto o ciclone jogar tão bem na selecção como jogou ontem na luz, contra o Benfica - e há 8 dias atrás.
Os 2 golos marcados, e as informações acerca dos hábitos dos ex-companheiros de selecção, foram preciosos ao PSG.
Pelos vistos, não bastaram.

09/08/06

O melhor da Europa

No actual momento, Francis Obikwelu, é o melhor da Europa na prova dos 100m planos, independentemente de ter nascido em África, tal como o era (é) Eusébio, orgulho nacional que faz baixar as orelhas a toda a gente quando dele se fala.

Obikwelu já cá está desde o campeonato do mundo de juniores de 94. Depois, com 16 anos e sem clube, foi trabalhar para a construção civil, até que por fim o repescaram. Em Portugal, concluiu a sua formação como atleta e tem treinado e corrido ao serviço de clubes portugueses e da F.P.A. Naturalizou-se em 2001 e o produto final está à vista.

Em Gotemburgo, fez a prova que lhe garantiu a medalha de ouro dos europeus, em 9,99 s, ou seja, à média d
e 36,04 km/h (no pico da corrida, a velocidade instantânea é superior a esta). Eu, quando pego na minha moutain bike, vejo-me à nora para chegar aos 30km/h em plano, e este senhor, nos olímpicos de Atenas, conseguiu ainda a distância em 9.86s (36.5km/h). Notável.

20/07/06

Snorkeling

Também estou a ver disto!
Snorkeling Basics. Gostaria de colocar uma máscara e um tubinho, para ilustrar a minha ideia. No entanto fica a intenção.
Bem sei da tragédia que envolve, nos últimos dias, dois países do médio oriente e que é extremamente preocupante, porque mal se sabe onde é que começou nem quando irá terminar, nem quantas vidas inocentes irá ceifar mais.
Mas, também sou filho de Deus, e por agora, durante estes últimos dias tenho-me abstraído do resto do mundo por entre sol, calor e pela prática de snorkeling.
Recomendo.

05/07/06

Pit Bull.co.uk

Ainda o PORTUGAL-INGLATERRA.
Nas guerras entre paróquias, os ingleses ainda continuam a debitar argumentos por entre as imagens do caso Rooney/R.Carvalho sobretudo com a repentina aparição de C. Ronaldo a reclamar do inglês. E isto tudo começou, como reparei, num vídeo do Youtube onde Alan Shearer e outros comentadores fanfarrões, em irrisória eufemização do gesto enraivecido de Rooney ao pousar a bota sobre "the gentleman area" do Car(a)valho, afirmam miseravelmente, que Cristiano foi pressionar e incitar o árbitro, quando este logo se mostrou passivo à sua efusiva interpelação; e aí, o génio de Rooney, exacerbado pelo protesto de Cristiano, veio à flor da pele, e empurrou instigando o madeirense a ficar calado, o que fez saltar o cartão vermelho mais depressa e antes que os empurrões piorassem. Reparem que o árbito estava muito próximo de Rooney, quando este, sempre perfeitamente equilibrado no outro pé, assentou a bota em Carvalho com a rudeza de um jogador de rugby!

(...) Shearer disse ao ver Ronaldo: we never do that, pressure on referee, look at Ronaldo!...a team mate(...)

E nós dizemos, exceptuando o encosto do punho fechado do J. Vieira Pinto, admita-se, nunca aplicámos a raiva canina na disputa campal que Rooney demonstrou. Aliás, desde que me lembre nunca tal se viu, pois não está na natureza dos nossos jogadores.

Punam Rooney e deixem Cristiano Ronaldo em paz, a bem do futebol e não do rugby.

É Ribéry, porque se fosse Ribeiro a classe era outra...

Não se consegue encontrar outra classificação para o jogador francês, depois das duas argoladas que mandou ontem na conferência de imprensa denotando a sua (in)cultura futebolística . Parece-me um daqueles que só anda lá atrás da bola, e só a passa às camisolas "bleus", pois nos dias em que a França vista de branco, o início de jogo será um desnorte para o homem.
Vive le
Portugal.

* quando o ouvi na rádio dizer que Scolari era um grande jogador, pensei das duas, uma: ou era intelectual ou era estúpido.

26/06/06

Match Point

Agora, de seguida, vou ver o Match Point do Woody Allen, com a Scarlet...
Vem mesmo a calhar!

O filme começa com a bola na "net", ficando supensa sem se saber para que lado vai cair:
«O homem que disse que prefere ter sorte a ser bom, é muito sábio

Sem uma ponta de sorte nada se faz, nem os vencedores. PORTUGAL!

24/06/06

A besta e o bestial passaram à fase mata-matas

O futebol tem razões que a própria razão desconhece. Ora fala o coração, ora fala a razão, e no Brasil os media não perdoam.
Há dias, Ronaldo “o fenómeno”, era gozado pelos 90kg, agora é louvado porque já ultrapassou Pelé destacando-se como o artilheiro com mais golos nos mundiais.

Brinquem, xinguem, mas deixem a “lontra” jogar o seu futebol mesmo não estando em forma, a sua aparente inércia não inibe a genial técnica dos remates curtos.

21/06/06

A corrida de Diego

Pelé, muito francamente, conheço mal, até porque as reminiscentes imagens dos meus primeiros mundiais não alcançam nenhum jogo que o brasileiro tenha feito.

Eusébio, o “pantera negra”, preservo a sua referência no pedestal do meu breviário, embora também não tenha vivido a época de ouro da selecção dos magriços. Recordo sim, a velocidade, a força e a genuína emoção de viver futebol religiosamente revisitada todos os mundiais pela RTP, com uma nostalgia renovada de quatro em quatro anos, ao ritmo das sóbrias camisolas vermelho vivo “retocado” (agora num hipermercado perto de si).

Maradona, México 1986, Aztec Stadium. Revi-o agora na RTP 2, no célebre jogo contra a Inglaterra onde a mão de Deus desceu ao relvado e tocou na bola antes de entrar, para logo a seguir passar por toda a frota do almirante "Nelson" entregando a bola ao inevitável destino, num dos mais geniais, senão o mais genial golo da história dos mundiais. Como o documentário referiu: “a metáfora de uma nação”.
Maradona não foi somente o melhor jogador de futebol da sua época, foi também o símbolo de uma Argentina renovada que pode ir do Boca Juniors aos píncaros do mundo. Foi o melhor intérprete do tango dos relvados que com o drible mostrou a arte que os pés podem fazer, a mesma que ilude os adversários.

Ainda me lembrei de ver os resumos do dia, Inglaterra-Suécia e Equador-Trinidad, mas não me entusiasmaram, pois El Pibe de oro ainda marcou os dois memoráveis golos contra a Bélgica, e levou à final a selecção argentina onde se sagrou campeão mundial. México - 1986.

19/06/06

O treinador, o meio-campo e o puto pepsodent



Eis a receita para o espectáculo servido em Frankfurt.
A equipa voltou a ser mexida e regressou à fórmula que Mourinho legou em 2004: o meio-campo do FCP campeão europeu.
É simples e eficaz para ocasiões de maior apuro. O trio Deco, Costinha e Maniche resolve com maior amplitude de jogo.
Se a isto se juntar o vintage do capitão e um puto que só tem “olhos” para as redes e para os ecrãs da cobertura (incisivos e caninos perfeitos...), então é êxito garantido contra selecções como o Iran (como os chamava Scolari)…
De resto, enalteço a serenidade do grupo espelhada na voz de Tiago que lembrava a procissão a meio do adro, enquanto outras selecções já estoiravam foguetes com a passagem aos oitavos.

03/06/06

Mais Futebol

Scolari, por esta altura, já deve ter encontrado a solução para a equação do onze da selecção nacional. Resta somente, aplicar alguns coeficientes a algumas das onze variáveis. Por exemplo, o coeficiente que serve no meio-campo a Costinha, não pode ser o mesmo a aplicar no caso de Petit. Mas como os coeficientes são fixos, a solução fica entregue à sensibilidade dos próprios jogadores. Uns atacam mais, outros defendem mais. (Petit às vezes, com aquelas entradas pensa que defende...)
Bom, mas sem querer entrar em efusões, não me pareceu um mau resultado.
A viagem já começou, o motor aqueceu, e o avião está pronto a descolar, ou será que já descolou?!

21/05/06

I Want to Ride My Bicycle

Comprei a minha há quase 4 anos, e é tão bonita quanto esta beleza. Já tem umas boas centenas de kilómetros. É de alumínio cor natural. Mudanças Shimano SIS, 21vel, e alguns etceteras (que ainda me levaram alguns euros...). Por falar em biclas, um apontamento nostálgico assaltou-me a memória recordando-me, por ordem alafabética: Esmaltina, Órbita, Sirla, Vilar. 4 referências portuguesas.